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PI: o que é um pedido de inserção, e por que ele precisa de número e versão
O documento que fecha a compra de mídia é quase sempre um PDF no e-mail, e o aceite da emissora é a ausência de resposta. É aí que a discussão de três meses depois começa.
PI é a sigla de pedido de inserção. É o documento que fecha a compra de mídia entre quem planeja e quem veicula: diz quais inserções, em que dias, em que faixas de horário, por qual valor e com qual comissão. É ele que sustenta o faturamento dos dois lados.
Na prática, na maior parte do mercado, a PI é um PDF anexado num e-mail. E o "aceite" da emissora é a ausência de resposta.
Por que a PI precisa ser numerada
Numeração parece burocracia até a primeira ligação em que alguém pergunta "qual PI?". Sem um número único, a conversa vira descrição: "aquela da rádio de Campinas, de setembro, do cliente do imóvel". Com trinta emissoras e quatro clientes no mesmo mês, isso não resolve.
Há uma sutileza que costuma bagunçar sistemas: existem dois números. O da sua operação, sequencial e sob seu controle, e o número que a agência do cliente usa internamente. São campos diferentes, e tratá-los como um só gera duas PIs com o mesmo número ou uma PI sem número.
Por que a PI precisa ser versionada
Campanha muda. Entra uma emissora, sai uma inserção, o cliente aumenta a verba na segunda semana. Cada mudança gera uma revisão — e a revisão anterior não deixa de existir: ela pode ter sido a que a emissora executou nos primeiros dez dias.
O detalhe técnico que decide se a versão vale algo: os totais precisam ser gravados no momento da emissão, nunca recalculados na leitura. Um sistema que refaz a soma cada vez que imprime pode devolver outro número para a mesma PI antiga — porque uma tabela de preço, um percentual de comissão ou um arredondamento mudou no meio.
Os três modos de comissão
A mesma veiculação pode ser documentada de três formas, e o valor líquido muda em cada uma. Errar o modo é errar o que a emissora vai receber.
| Modo | Como se calcula o líquido | Quando se usa |
|---|---|---|
| Veículo | bruto menos a comissão de agência | a comissão do intermediário é cobrada à parte, com vencimento próprio |
| Agência | bruto menos comissão de agência e menos a do intermediário | tudo descontado no mesmo documento |
| Líquido | o valor negociado já é o líquido | negociação direta, sem comissão embutida |
O aceite é o que falta na maioria dos processos
Mandar o PDF e presumir concordância funciona até alguém contestar. A alternativa é um portal de aceite: a emissora recebe um link, abre o documento e registra aceite ou recusa, com data e hora.
Duas coisas fazem esse portal ser seguro em vez de ser um passivo. A primeira é que o link precisa morrer: depois do mês de veiculação a PI não precisa mais ser aceita, e um endereço que fica aberto para sempre é um documento comercial exposto na internet. A segunda é que a emissora não deve precisar de conta — exigir cadastro para aceitar um pedido é o jeito mais rápido de o aceite nunca acontecer.
Uma PI por emissora, e o caso do exibidor com quarenta faces
No rádio a regra é direta: a PI nasce por emissora. Plano com trinta emissoras gera trinta PIs, porque cada uma é um contrato com uma contraparte diferente.
Em mídia exterior isso precisa de um cuidado: um exibidor pode ter quarenta faces no mesmo plano. Gerar quarenta documentos para o mesmo destinatário seria absurdo. A leitura correta é que o exibidor é a contraparte e a face é a unidade de inventário — quarenta faces viram uma PI com quarenta linhas. Veja o desenho de mídia exterior.
O que vem depois da PI
A PI aceita é a origem de duas coisas. A primeira é o checking: ela diz o que era esperado, e sem esse "contratado" o monitoramento só consegue dizer o que tocou, nunca o que faltou. A segunda é o financeiro: a conta a receber do anunciante e a conta a pagar da emissora saem do mesmo documento, com a comissão já separada no modo daquela PI.
Como o Rádiomonitor faz
A PI é numerada automaticamente por licenciado, versionada com totais congelados na revisão, e gera PDF. Sai por e-mail com link de portal que tem prazo, e o aceite ou a recusa da emissora ficam registrados com data. Os três modos de comissão estão presos em teste contra documentos reais do mercado.
Veja a trilha da PI na página inicial, ou agende uma demonstração.